viernes, 9 de julio de 2010

Blau


Sé que sabes que,
cuando pasas las manos por sus cabellos,los mios se despeinan.
Cuando les hablas, tu voz se pega a mi oreja.
Cuando los miras, me hundo en el mar.
Blau.

domingo, 4 de julio de 2010

Xafogor e amigos

Já avisa que vai chegar, aquilo a que os catalaes chamam "xafogor".
O efeito é uma segunda pele feita de humidade, que transportamos desde que acordamos até que adormecemos, rendidos à evidência de que seguirá colada a nós durante o sono.
A xafogor traz sempre consigo uma data de amigos, a que chamamos turistas.
A segunda evidência é ter de esperar pacientemente até Outubro ou Novembro, altura em que a cidade nos é devolvida.
Que fique claro que, com isto nao pretendo fazer um manifesto contra os turistas, nem pouco mais ou menos.
Quando muito seria sobre a infra-estrutura do turismo,inexistente, e contra a ambiçao e a falta de respeito pelos mortais que nao podemos dar opinioes à Generalitat.

. Vou fazer compras ao mercado.Uma banca de peixe está a ser imortalizada por meia-dúzia de flashes, como se o Guernica tivesse barbatanas. A peixeira olha-os com vontade de fazer uma peixeirada, encolhe os ombros para os clientes a pedir paciência.

. Compro uma garrafa de água, que aparentemente por razoes imcompreensíveis, subiu de preço, e se estiver fria mais ainda.
Já agora fica a informaçao, para quem nao saiba, que a água da torneira nesta cidade sabe a piscina.

. Os donos das tascas boas fecham e vao de férias. Se eu pudesse fazia o mesmo...

. Nas esplanadas nao existe uma cadeirinha generosa à espera de um cú cansado e as praias sao convertidas em pavimento humano.

. Os transportes públicos também nao se salvam, temos a sensaçao de boiar em maionese.

Ok. Faz demasiado calor para refilar, mas será que a Generalitat nao poderia zelar um pouco mais pela qualidade de vida dos habitantes de BCN e dos turistas que aqui aterram todos os dias?

Bom, lá vou eu comprar a minha água de 1,5l por 1€ e pedalar até ao fresco do doce lar.
Até já.

jueves, 1 de julio de 2010

Já volto.

O meu portátil de estimaçao está no Veterinário.
Será porque chegou o Verao e as emoçoes e os portáteis de estimaçao ficam mais quentes.
Alguns sorrisos também aquecem, ainda que o olhar permaneça no Inverno.
No Raval, crescem sorrisos, ainda que às vezes sejam apenas um esboço tímido, porque o verdadeiro, pertence ao interior e nem todos temos "visao Raio X"...

Ou seja, é tudo uma questao de ºc, a que uns sao mais sensíveis que outros.


Bona nit a tothom!
Já volto.

sábado, 22 de mayo de 2010

porque

Sobrevivo porque escucho.
Porque absorbo y me adapto.
Porque pincho y me defiendo.
Porque ya no dejo entrar a cualquiera.
Porque incluso a los que quiero, nos los dejo entrar siempre.
Porque me olvido de mi.
Porque olvido miles de partículas dolorosas y otras tantas hermosas ya que los recuerdos son engañosos.
Porque aun tengo sueños aunque no piense en ellos.
Porque algún día alguien me dirá “te quiero, aunque tengas pinchos”.

lunes, 10 de mayo de 2010

Ritmo


Y dicen, que incluso en el lodo y en el agua estancada pueden nacer flores.
Con perfume, color y textura suave.
A parte de los condicionantes biológicos que permiten su existencia, tal vez sea también una sutil metáfora dirigida a nosotros.

Seres pensantes, capaces de gestos atroces y hermosos.
Quizás también sea cierto, eso de que el tiempo devuelve todo a su lugar, y no por voluntad ajena o divina, pero si por una orden natural y al mismo ritmo del ciclo de la vida.

viernes, 7 de mayo de 2010

Despedida

Vi-os caminhar como quem já percorreu muito, ao mesmo passo.

A distancia mantinha-se a mesma, entre os corpos.

Recordou-me a teoria dos grafólogos, sobre a continuidade na escrita, a distancia entre palavras.

À procura da constância.

Chovia. Gotas grossas de Maio frio.

Ele empurrava o carrinho do bébé com o olhar fixo num ponto longínquo e invisível.

Ela fazia gestos sem pressa, de quem se deteve a contemplar o ritmo do mundo.

Despediu-se da criança com um abraço de olhos fechados, para que a memória nao lhe falhasse quando a saudade a assaltasse.

À entrada do metro parou uns segundos a vê-los afastarem-se.

Ele disse adeus sem deixar de fixar o ponto.

Pelos olhos dela passou uma despedida silenciosa, de alguém que se conheceu e tivesse morrido, porque se deixou de poder reconhecer.

Chovia e a entrada do metro soltava uma aragem morna.