lunes, 26 de octubre de 2009

O som da cidade


O burburinho dos olhares.
A noite de estrelas abafadas.
A esperança do dia seguinte.
O terror nocturno de te perder.
Os sonhos com tinta a descascar e paredes invadidas por infiltrações.
Tristeza, roupa suja e bolas de cotão.
O medo:
De sonhar com o mar.
De sonhar que somos livres.
De sonhar que pode ser, suceder, sem respirar, num só momento, empurrado pelo definitivo e pela eternidade.
Outra vez a poeira da imaginação que salpica os meus dias, pacientemente, até cobrir tudo o que sei dentro de mim.
Outra vez, o som da cidade, no sentir.

sábado, 17 de octubre de 2009

Universo imediato


O Inverno chegou ontem sem avisar.

Porque guardaste tanto tempo para ti?
Desfaço o tempo.Guardo-o.Ofereço-o. Como se nao existisse. Será virtual?
Remar, remar, forçar a corrente...

Peritos em manter o equilíbrio num fio.
Tens medo de enlouquecer? Eu tenho.

jueves, 8 de octubre de 2009

Atrapame si puedes


No deja de asombrarme la cantidad de resistencia inagotable que tenemos.
Reservas olvidadas, o producto espontáneo, sea lo que sea, nos permite seguir creyendo en uno mismo. Eso de que “lo que no te mata te hace más fuerte” (o que nao mata engorda) vale, si, que si, tiene su punto, pero, como le explico a mi hija: los fuertes y los valientes también caen y se hacen daño. O sea, que la verdadera moraleja sería algo así como: prepárate, que viene la segunda.
Y bueno, después de soltar todo este rollo, os dejo con vuestras preguntas: habrá empeorado? La abandonó la última neurona?
Pues no. Sólo acabo de despertar y esto no es ninguna metáfora.
Bon dia a tothom!

lunes, 28 de septiembre de 2009

Voar sem asas


Mae? Porque é que ela está presa pelas costas?
Porque nao tem asas, mas quer voar.

domingo, 20 de septiembre de 2009

viernes, 18 de septiembre de 2009

Sin sentido II


Sin sentido, tanta ignorancia. Sin sentido, mis gestos. Sin sentido, la risa falsa. Sin sentido, la soledad. Sin sentido, los disfraces. Sin sentido, las máscaras. Sin sentido, no haber sentido. Sin sentido, que te hayas muerto. Sin sentido, no poder leer todos los libros que no llegaré a leer. Sin sentido, que me mires y no me veas. Sin sentido, no poder llegar a conocer cada m2 del planeta. Sin sentido que en el medio de tanta mierda no estés tu.
Sin sentido, sentir que me ahogo, por tanto sentir.

Cojéeme la mano, que me largo.


martes, 8 de septiembre de 2009

Atlântico



Vir de um País pequeno banhado pelo Atlântico, por vezes, é como vir de outro planeta, ou pelo menos, no que diz respeito ao tipo de humor.
O humor negro que me salvou tantas vezes de mim mesma.
Usado entre nós para combater a tristeza e a mediocridade da vida.
A acidez saudável, de substituir a raiva e a dor, pelo riso.
A forma de converter o inevitável indesejado, em mais um argumento para o aceitar.
Começo a pensar se o humor nao estará directamente ligado à intensidade da maresia.
Porque aqui no Mediterrâneo, o mar nao tem cheiro, e já agora, nem marés, nem ondas para surfar.
Só sal. Como as lágrimas.
E eu, já estou farta de lágrimas, e também, já nao preciso que me entendam.
Quero-me rir, e de preferência, a começar por mim mesma.
“E venham mais cinco”.


Porra, que saudades vossas...