martes, 14 de febrero de 2012

juan


Acordei com a tua voz entalada na minha garganta e o sussurro de que não estavas vivo.
Depois procurei a tua foto para relêr o desencanto e a ironía.
Afundei-me em riso molhado, na tua gargalhada e nas centenas de conversas que me provavam que não estava sósinha.
Agora, sem ti, estou mais só. E também mais cansada.

lunes, 13 de febrero de 2012

alimentando el centro



Si el centro es donde todo confluye, no será que el "todo" tiene mucho más fuerza y recursos que el punto único que alimenta?

jueves, 9 de febrero de 2012

os que nao falam dela II

Encontrei-a.
http://www.youtube.com/watch?v=DgRKsugXo3E&feature=related


Pois...devo ser piegas...




os que nao falam dela



Nao vou falar sobre a crise, falo sobre os que nao falam dela e cada vez conheço mais.
Nao sao personagens do Dickens, vivem comigo, ao meu lado, no andar de cima, no edifício em frente.
Sao os que vivem a contar os dias que faltam para expirar o subsídio de desemprego, as ajudas da segurança social, os prazos limite de pagamento da água, luz, gás, internet(nao, já nao é um luxo).
Aqueles que nao conseguem chegar ao sono e ficam a ver os filhos pequenos a dormir numa cama boa (há uma espécie de paz nisto, que consegue criar um vazio mental ou contemplaçao em estado puro).
Os que se inscrevem em ofertas de trabalho com condiçoes inimagináveis, inaceitáveis se existisse justiça e um Governo real.
Que estao dispostos e com vontade de limpar casas, carregar móveis, trabalhar 12h ao dia e nao conseguem nada.
Os que sobrevivem a trabalhar por “€s negros” que só enchem o frigorífico durante uma semana.
As maes solteiras e separadas que perdem oportunidades de trabalho por nao poder aceitar horários incompatíveis com ser mae.
Os que têm que pedir ao proprietário da casa alugada que tenha paciência, que pagará quando lhe paguem a ele.

Os que estao no Inferno, nao falam dele, tentam sobreviver nele.
Misturam riso com copos, conversas com prantos e projectos desesperados, mas nao falam dele.
Só me refiro aos que nao estao completamente sós, que essa é outra história que já nao se vive nem no Inferno, deve ter outro nome qualquer.

E agora com licença, vou ser piegas (sim, isto é uma mençao ao cretino ignorante do Passos Coelho) e ouvir uma música que me faça chorar, porque tem de haver alguma maneira de arrancar isto de dentro e pousar numa cadeira (só por momentos) a força e a raiva que me permitem sobreviver. 
Mas prometo que nao desisto, nao desisto, ou pelo menos ainda nao.
Aquí, quase ao lado do Inferno.


miércoles, 1 de febrero de 2012

El bus 47 lleva dentro indignación



@iaioflautas
Y parece que el león ha dado un paso...
Ocuparon el bus 47!


Iaios significa avós ;)


















Foto:@iaioflautas

martes, 31 de enero de 2012

Polenta y creencias


En primer lugar,y aunque ya lo haya dicho por aquí, no tengo ninguna  inclinación a teorías transcendentales tipo Paulo Coelho.
Dicho esto, hoy cuando salí a la calle noté que había un grado de ruido más bajo de lo normal, lo que no llega a considerarse silencio ( hay que subir por lo menos a Collserola para tenerlo) pero se siente como la calma que antecede la tormenta, la pausa del ritmo creciente. 
Como se todos estuviéramos esperando que pasara algo. 
Incluso cuando caminé por una acera vacía de Viladomat. 
Quedó algo en el aire? Será miedo? Expectativa? Resignación anticipada? Contención de aire para soltar el rugido después?
No lo sé, pero esa inquietud se esparció por las calles. 
Estará relacionado con las recientes declaraciones de Rajoy - La reforma laboral me va a costar una huelga general .
Y yo me pregunto ( porqué mis nociones de economía y derecho son relativas):
El Estado se ha quedado sin dinero. Porqué cabe a la población reponerlo?
Porqué los millones que sentimos que el Estado no nos representa, tenemos que pagar el equilibrio de su economía?
Si me quedo sin dinero, el Estado es obligado a reponer lo que necesito para vivir? Lo hace?
Si el Estado negocia con las Empresas ( es legal?)  para que faciliten los despedimientos, porqué no puede solucionar el tema creando trabajo con menos horas (menos salario si, pero trabajo para todos) y una jornada de 1 persona pasaría ser hecha por 2?
Y finalmente, porque no quiero aburrirlos y quiero ir a comer la polenta y el pan de olivas que acaba de hacer Martín, la pregunta del millón:
Porqué aceptamos todo este kit "recuperación-del-estado-que no-nos protege"?
Se avecina la tormenta y tengo la sensación de que este podría ser un momento histórico. Idealista? Quizás, pero sigo creyendo en la gente.
Polenta...